Dia mundial do glaucoma

Dia Mundial do Glaucoma: CEROF-UFG alerta para importância do diagnóstico precoce

Cerca de 1.300 atendimentos mensais são realizados pelo serviço, incluindo consultas ambulatoriais e procedimentos cirúrgicos para pacientes com essa condição

No Dia Mundial do Glaucoma, celebrado em 12 de março, o Centro de Referência em Oftalmologia da Universidade Federal de Goiás (CEROF-UFG) reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento para prevenir a perda visual causada pela doença, considerada uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo.

Dia mundial do glaucoma

Referência em oftalmologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o CEROF-UFG realiza, em média, cerca de 1300 atendimentos ambulatoriais e cirurgicos por mês relacionados ao glaucoma, oferecendo diagnóstico, acompanhamento clínico e tratamento especializado para pacientes de diferentes regiões do estado.

A data foi criada para informar sobre o glaucoma e chamar a atenção para o caráter silencioso da doença, que geralmente não apresenta sintomas nas fases iniciais e pode evoluir de forma progressiva, comprometendo o nervo óptico e o campo visual.

O que é o glaucoma?

O glaucoma é uma doença ocular crônica caracterizada pela lesão progressiva do nervo óptico, estrutura responsável por levar as informações visuais do olho até o cérebro. Com o avanço da doença, ocorre a redução do campo visual e, em estágios mais graves, pode haver perda permanente da visão.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Glaucoma, os sintomas costumam aparecer apenas em estágios mais avançados, quando a perda visual já é significativa. Por isso, exames oftalmológicos regulares são fundamentais, especialmente para pessoas com fatores de risco.

Dia mundial do glaucoma

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 3% da população brasileira acima de 40 anos tem glaucoma, o que representa aproximadamente 1,5 milhão de pessoas vivendo com a doença no país. A incidência aumenta com a idade, podendo chegar a 6% ou 7% entre pessoas com mais de 70 anos. Além disso, a doença costuma afetar ambos os olhos e pode ter componente hereditário, aumentando em até 10 vezes o risco de desenvolvimento entre parentes de primeiro grau.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • Idade acima de 40 anos
  • Histórico familiar da doença
  • Pressão intraocular elevada
  • Miopia elevada
  • Diabetes e hipertensão

Atendimento especializado e diagnóstico precoce

No Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso ao diagnóstico e tratamento do glaucoma geralmente começa na Atenção Primária à Saúde, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou das Secretarias Municipais de Saúde. Após avaliação inicial, quando há suspeita da doença, o paciente pode ser encaminhado para atendimento especializado em oftalmologia. Nesses serviços de referência são realizados exames específicos, acompanhamento clínico e, quando necessário, procedimentos cirúrgicos para o controle da doença.

Em Goiás, unidades especializadas como o CEROF-UFG integram essa rede de atenção, recebendo pacientes encaminhados pela rede pública. Segundo o professor Dr. Leopoldo Magacho, chefe do Setor de Glaucoma da unidade, o trabalho desenvolvido pela equipe tem como foco ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento da doença.

Dia mundial do glaucoma

“Nós aqui do CEROF-UFG estamos muito focados em ajudar a população na luta contra esse mal silencioso que rouba a visão. Temos orgulho de contar com um parque tecnológico capaz de diagnosticar e tratar praticamente todos os tipos de glaucoma”, destaca o especialista.

O médico reforça que o acompanhamento oftalmológico regular é a principal forma de proteger a visão e que o objetivo da instituição é oferecer cuidado especializado à população atendida pelo SUS.

 

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