Prof. Dr. Marcos Ávila, Prof Dr. David Isaac - Dia nacional do diabetes

CEROF-UFG reforça alerta sobre retinopatia diabética no Dia Nacional do Diabetes

Com atendimento especializado pelo SUS, instituição amplia o acesso ao diagnóstico e ao tratamento da principal causa de perda de visão entre pessoas com diabetes.

 

O Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho, reforça a importância da prevenção e do acompanhamento das complicações causadas pela doença. Entre elas, uma das mais preocupantes é a retinopatia diabética, condição que pode comprometer a visão de forma progressiva e, quando não tratada, levar à cegueira.

Prof. Dr. Marcos Ávila, Prof Dr. David Isaac - Dia nacional do diabetes

Segundo o fundador e presidente do Conselho Administrativo do CEROF-UFG, professor Dr. Marcos Ávila, o cenário brasileiro exige atenção. Atualmente, o país possui cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes. Desse total, aproximadamente 7,5 milhões desenvolverão retinopatia diabética, enquanto cerca de 2 milhões apresentam risco de perda acelerada da visão nos próximos anos. "O que mais nos preocupa são os pacientes com maior risco de perda visual. Eles precisam ser diagnosticados e tratados no momento certo para evitar complicações irreversíveis", destaca Marcos Ávila.

O especialista lembra que aproximadamente 1,6 milhão desses pacientes dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) para receber tratamentos especializados, que podem incluir aplicações intraoculares de medicamentos, fotocoagulação a laser e cirurgias de vitrectomia.

 

Goiás amplia acesso ao tratamento especializado

No estado de Goiás, o atendimento à retinopatia diabética vem sendo fortalecido por meio da parceria entre a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).

De acordo com o chefe do Setor de Retina do CEROF-UFG, professor Dr. David Isaac, a instituição oferece atendimento completo aos pacientes encaminhados pela Regulação Estadual, desde a avaliação inicial até os tratamentos de maior complexidade. "No CEROF-UFG buscamos oferecer um cuidado integral ao paciente com retinopatia diabética, reduzindo os riscos de perda visual e ampliando o acesso aos tratamentos mais modernos disponíveis", afirma.

pacientes prestes a receberem injeção

Entre os procedimentos realizados estão consultas especializadas, exames diagnósticos, fotocoagulação a laser, cirurgias vitreorretinianas e aplicações intraoculares de medicamentos antiangiogênicos e corticoides para tratamento do edema macular diabético. Segundo David Isaac, o CEROF-UFG foi um dos pioneiros na oferta desse tipo de tratamento pelo SUS em Goiás, contribuindo para ampliar o acesso da população a terapias capazes de preservar a visão.

 

Diagnóstico precoce faz a diferença

A retinopatia diabética nem sempre apresenta sintomas nas fases iniciais. Por isso, especialistas reforçam que pessoas com diabetes devem manter acompanhamento oftalmológico periódico, mesmo quando não percebem alterações na visão. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de controlar sua progressão e preservar a capacidade visual. "O diabetes pode afetar silenciosamente os olhos. O acompanhamento regular é fundamental para que o diagnóstico seja realizado antes que ocorram danos irreversíveis", reforça Marcos Ávila.

Os pacientes do SUS podem ser encaminhados ao CEROF-UFG por meio da Regulação Estadual da Secretaria de Estado da Saúde, garantindo acesso ao diagnóstico e ao tratamento especializado quando houver indicação clínica.

Fonte: Júlia da Costa Mendes

Categorias: Notícias Noticias diabetes Saúde Pública